Promoção do Bem-Estar e da Saúde nas Praças CEU

As Praças CEUs podem contribuir para a promoção da igualdade na saúde e para a melhoria de vida e bem-estar de todas as pessoas, em todas as idades.

Gozar de boa saúde é reconhecido internacionalmente como um dos direitos básicos de todo ser humano, sem distinção de raça, religião, posicionamento político, condição política ou social. De acordo com o Ministério da Saúde, dentre os principais fatores que colocam em risco a saúde da população brasileira, estão a má alimentação, o uso do tabaco, e a falta de atividade física.

Mas a igualdade em termos de saúde depende das condições em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem, e que são descritas como determinantes sociais da saúde. Estão incluídos nesses determinantes desde o status econômico, a empregabilidade e trabalhos decentes, a moradia, o meio-ambiente e a instrução educacional, e também o acesso a atividades culturais e esportivas.

As Praças CEUs podem, portanto, contribuir para a promoção da igualdade na saúde, e para a melhoria de vida e bem-estar de todas as pessoas, em todas as idades. Esse trabalho é facilitado pelo desenvolvimento de diálogo e ações conjuntas com diversos setores, a começar pela área da saúde, com a divulgação de informações sobre prevenção e considerando outros temas transversais, como saneamento, nutrição, produção agrícola e promoção da cidadania. Também é importante fazer com que os indivíduos e as comunidades sejam associados à tomada de decisões. Por sua vez, a prática de esportes é essencial para o desenvolvimento físico e mental do ser humano, beneficiando a prevenção de doenças e a promoção da saúde.

Assim, um ótimo caminho é a realização de parcerias com as Secretarias e os Conselhos Municipais de Saúde, o SUS, o Programa Agentes Comunitários de Saúde e outros programas do Ministério da Saúde, e também com as diversas outras áreas que podem contribuir para um trabalho intersetorial, como meio ambiente, cultura, esporte, economia solidária, assistência social e juventude, dentre outras.

Saúde e Bem-Estar nas Praças CEU

Em Ituiutaba, Minas Gerais, a Praça CEU está sediando, desde 2015, a reunião mensal do Projeto Hiperdia, promovido pelo Secretaria de Saúde. O objetivo é compartilhar com a comunidade informações sobre saúde, como orientação contra a dengue e demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypt, e informações sobre programas de combate à Hanseníase, DST/AIDS e Tabagismo. Ao mesmo tempo, são oferecidos atendimentos básicos, como aferição de pressão, testes de glicemia, fornecimento de guias para mamografia, e vacinação contra a gripe. Os participantes também podem se exercitar na Academia ao Ar Livre montada na Praça CEU para as atividades físicas de adultos.

A Praça CEU de Palmas, no Tocantins, desenvolveu uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, em 2016, por meio da qual foram realizadas atividades do Núcleo de Práticas em Arte Terapia e Educação Popular em Saúde. Por meio de diversas formas de arte, como dança, desenho, circo e teatro, as crianças e adultos da comunidade receberam noções sobre saúde, como prevenção de doenças, noções de higiene e comportamento. A coordenadora do CEU, Ivonete Nascimento, considera que o projeto teve um resultado maravilhoso: “fez muita diferença na comunidade, não apenas pela promoção da saúde, mas também porque mostrou para as crianças que as regras são necessárias para a vida em sociedade, e que as crianças precisam da orientação dos adultos”.

O projeto Esporte é alimento é realizado desde 2016 na Praça CEU de Rio Verde, Goiás, em parceria com a Fundação Gol de Letra, mantida pela empresa paulista de alimentos BRF. Após fazer um levantamento das demandas da comunidade por atividades físicas e esportivas, a Fundação contratou professores para as diversas modalidades e doou os equipamentos esportivos. O CEU disponibilizou o espaço e a logística para as aulas de futebol feminino, recreação para crianças de 03 a 06 anos, skate (inclusive com estímulo à prática feminina) e zumba que, devido à grande demanda, teve suas aulas transferidas para a quadra. De acordo com o Coordenador da Praça CEU, Paulo Ricardo Martins de Lima, “foi um projeto muito sensível porque antes de propor as atividades eles vieram ouvir a comunidade para saber o que queriam, e isso garantiu a adesão e os bons resultados”.